GRANDES EDUCADORES CRISTÃOS – JAMES FOWLER
GRANDES
EDUCADORES CRISTÃOS – JAMES FOWLER
JAMES FOWLER (1940-2015) foi membro por
toda a vida e ordenado ministro da Igreja Metodista Unida. Ele ficou conhecido por sua pesquisa em teoria do desenvolvimento da fé, publicada em seu
livro altamente influente, Stages of
Faith (estágios da fé, 1981, agora em sua 42ª edição). O trabalho de
Fowler teve um grande impacto na educação religiosa e no cuidado pastoral nas
décadas de 1980 e 1990. Ele também foi um importante colaborador da nova
discussão da teologia prática emergente na década de 1980, o que levou a uma
revitalização desse campo.
BIOGRAFIA
James (Jim)
Fowler nasceu em Reidsville, Carolina do Norte, onde seu pai havia sido nomeado
como bispo metodista para servir várias igrejas pequenas. Sua mãe, Lucile
May Haworth, nasceu no centro de Indiana em uma família de quakers. Seus pais
viveram no período da grande depressão. Seu pai trabalhou Duke University servindo
mesas, engraxando sapatos e trabalhando em uma barbearia, além de trabalhar no
refeitório da universidade. Aprendeu as primeiras lições da educação formal com
sua vó, uma professora aposentada que passava por dificuldades. Com a
ajuda de sua vó, conseguiu pular a primeira séria, passando logo para a
segunda. Durante essa época, os ministros metodistas geralmente eram nomeados
para uma nova congregação a cada quatro anos, e assim a infância de Fowler era
pontuada por uma série de mudanças de uma cidade para outra.
Quando Jim tinha
treze anos e acabava de entrar na oitava série, seu pai foi designado para
servir como Diretor Executivo do Lago Junaluska, o centro de conferências da
Jurisdição do Sudeste da Igreja Metodista. Aqui, a família Fowler
finalmente começou a criar raízes. Seu pai era um grande pregador e isso
influenciou muito Jim.
Fowler recebeu
uma bolsa de estudos na Duke University, onde se matriculou em 1958. Ele foi
eleito Presidente da Freshman Class, iniciando uma trajetória de envolvimento
no governo estudantil que continuou durante todo o seu tempo na Duke. Fowler
se formou em história e acabou escrevendo uma tese de honra que era um estudo
do governo provisório na Rússia imediatamente após a queda do regime
tzarista. Ele também fez cursos no departamento de religião.
Jim casou-se com
Lurline que tinha acabo de concluir o mestrado em Educação Cristã na Duke
Divinity School. Lurline provou ser uma pessoa importante na vida
profissional de Jim. Além de ser uma esposa amorosa e mãe de seus dois filhos,
Joan e Margaret, Ela era uma excelente educadora cristã. Foi ela quem
desafiou Jim a pensar nas implicações de sua pesquisa sobre o desenvolvimento
da fé para a educação e o ministério cristão em geral. Ela ajudou Jim a se
tornar o tipo de teólogo prático que era forte em pesquisa e teoria, bem como
em relacionar seu trabalho à igreja e à vida pública. Sua carreira
profissional como educadora cristã deve ser vista como uma influência
importante no ensino, na escrita e na pesquisa de Fowler. e Igreja
Metodista Unida Memorial de Glenn, adjacente à Universidade de
Emory. Amplamente reconhecido como um educador cristão estelar, Lurline
desafia consistentemente Jim a pensar nas implicações de sua pesquisa sobre o
desenvolvimento da fé para a educação e o ministério cristão em geral. Ela
ajudou Jim a se tornar o tipo de teólogo prático que era forte em pesquisa e
teoria, bem como em relacionar seu trabalho à igreja e à vida pública. Sua
carreira profissional como educadora cristã deve ser vista como uma influência
importante no ensino, na escrita e na pesquisa de Fowler. e Igreja
Metodista Unida Memorial de Glenn, adjacente à Universidade de
Emory. Amplamente reconhecido como um educador cristão estelar, Lurline
desafia consistentemente Jim a pensar nas implicações de sua pesquisa sobre o
desenvolvimento da fé para a educação e o ministério cristão em geral. Ela
ajudou Jim a se tornar o tipo de teólogo prático que era forte em pesquisa e
teoria, bem como em relacionar seu trabalho à igreja e à vida pública. Sua
carreira profissional como educadora cristã deve ser vista como uma influência
importante no ensino, na escrita e na pesquisa de Fowler. Ela ajudou Jim a
se tornar o tipo de teólogo prático que era forte em pesquisa e teoria, bem
como em relacionar seu trabalho à igreja e à vida pública. Sua carreira
profissional como educadora cristã deve ser vista como uma influência
importante no ensino, na escrita e na pesquisa de Fowler. Ela ajudou Jim a
se tornar um grande teólogo prático voltado para a pesquisa e teoria, bem como relacionar
seu trabalho à igreja e à vida pública. Sua carreira profissional como
educadora cristã deve ser vista como uma influência importante no ensino, na
escrita e na pesquisa de Fowler. Após sua graduação na Duke, Fowler se
matriculou na Escola de Teologia da Universidade Drew. Durante seu último
ano em Drew, Fowler foi admitido no programa de doutorado em Ética e Sociedade
da Universidade de Harvard e mudou-se para Cambridge após a
graduação. Esse programa era interdisciplinar em sua essência e exercia
grande influência sobre a maneira como Fowler começou a trabalhar como teólogo
prático, especialista em ética cristã e pesquisador em desenvolvimento
humano. Fowler aprendeu a distinguir a fé universal comum a todo o ser
humano, através da qual todas as pessoas constroem centros de valor e
significado, e a fé cristã como um ponto de relação especial de confiança no
Deus revelado em Jesus Cristo, mediado pela comunidade cristã. Uma das
maneiras pelas quais Fowler relacionou seu trabalho na teoria do
desenvolvimento da fé à educação cristã foi precisamente nesse
sentido. Ele retratou a educação cristã como envolvida na formação e
conversão da fé humana em fé cristã. Ele também desenvolveu uma
compreensão mais profunda do trabalho de Erik Erickson, dando palestras sobre
as oito idades do ciclo da vida. A teoria de Erikson do desenvolvimento do
ego se mostraria importante no entendimento de Fowler sobre o desenvolvimento
da fé. Enquanto se baseava na teoria do desenvolvimento cognitivo de Jean
Piaget, Fowler manteve uma visão eriksoniana do “ego” ou do “eu” no coração da
teoria do desenvolvimento da fé.
CONTRIBUIÇÕES
PARA EDUCAÇÃO CRISTÃ
Sua contribuição
está no desenvolvimento da “Teoria do Desenvolvimento da Fé”. Inspirado nas
obras de Piaget, Erik Erickon e Lawrence Kohlberg. Segundo o autor, nossa
adaptação no mundo em que entramos com o nascimento depende do progresso de
nossa maturação global, bem como da interação com o ambiente. No pré-estágio
chamado lactância, da criança até os 3 anos, o relacionamento mútuo mãe filho
desenvolve a fé como sendo confiança, autonomia, esperança e coragem. Primeiro,
ele estudou, em profundidade, os escritos de Jean Piaget, sobre os quais
Kohlberg recorreu à sua teoria do desenvolvimento moral. Piaget era a fonte
do que é comumente conhecido como tradição estrutural de desenvolvimento da
psicologia. Diferentemente da teoria dos ciclos de vida, essa tradição não
vê o desenvolvimento humano passando por fases previsíveis à medida que as
pessoas se deslocam de um estágio da vida para outro, como a representação de
Erikson da crise de identidade adolescente ou da crise da generatividade na
meia-idade. Em vez disso, retrata o desenvolvimento em termos de estágios
em que as funções ou "aspectos" psicológicos (termo preferido de
Fowler) se tornam cada vez mais diferenciados e reintegrados de maneiras mais
complexas. Todas as pessoas não alcançam necessariamente o estágio das
operações formais na teoria de Piaget ou os estágios do raciocínio moral
pós-convencional na teoria de Kohlberg. Da mesma forma, Fowler mais tarde
projetaria seis estágios de desenvolvimento da fé e argumentaria que muitos
adultos se estabeleceram no estágio 3, o estágio sintético-convencional no qual
se conformam às normas e práticas tácitas dos grupos aos quais
pertencem. Eles não precisam passar pelas três etapas finais. Fowler
também aceitou a distinção da tradição estrutural de desenvolvimento entre
estrutura e conteúdo. Sua teoria procurou descrever estágios de
desenvolvimento na maneira como as pessoas estruturam centros de valor e
significado. Os seis estágios da fé estão resumidos abaixo.
O estágio 1, da
primeira infância, de 3 a 6 ou 7 anos, as crianças recorrem à fantasia e
imaginação para se relacionar com os outros. As narrativas por parábolas
contribuem para o nascimento da imaginação. O realismo das narrativas ajuda as
crianças a externalizarem ansiedades e acharem imagens ordenadoras para sua
vida.
No estágio 2 da
infância, dos 7 aos 12 anos, as operações concretas ajudam a criança a
distinguir o real do imaginário e a elaborar narrativas. A imagem
antropomórfica de Deus é elaborada a partir da comparação das ações de Deus com
as ações de seus pais, ou outros adultos de sua convivência, porque a criança,
nesse estágio, é capaz de assumir a perspectiva dos outros. A relação de Deus
com o ser humano baseia-se na reciprocidade, na troca de favores e proteção por
boas ações. Embora seja característica da idade de escola primária, alguns
adolescentes e adultos podem permanecer nesse estágio.
No estágio 3, da
adolescência, a partir dos 13 anos, começam a ser construídas relações sociais
para além dos contextos familiares, e definem-se a identidade e a fé pessoal.
Além de ajudar a compreender o desenvolvimento de fé num adolescente, também
ocupa “um lugar permanente de equilíbrio” para muitos adultos. Como o
pensamento operacional formal é capaz de refletir sobre o próprio pensamento, o
ser humano pode ver, examinar a própria vida como um todo, sintetizar valores e
informações, como se estivesse observando à margem da vida, formando identidade
e perspectiva pessoal. O adolescente quer “um Deus que conheça, aceite e
confirme profundamente o próprio eu”.
No estágio 4, do
início da idade adulta, a pessoa busca por autenticidade, por meio da reflexão
crítica sobre os valores anteriormente aceitos; da tradução de símbolos para
significados conceituais; da tensão entre individualidade e espírito de grupo,
entre subjetividade e objetividade, entre autorrealização e serviço altruísta,
entre o relativo e o absoluto, entre a lógica e a abstração.
No estágio 5, da
idade adulta, a fé conjuntiva consegue integrar contradições. Crenças, valores
e significados entram em choque, e o ser humano tem que construir uma nova
postura de fé, capaz de sustentar e fundamentar o restante de sua vida, na
busca de realização e integridade.
Pertencer ao
estágio 6, da fé madura ou fé universalizante, significa possuir um elevado
desapego pessoal, uma radical identificação com situações desumanas e um
intenso amor e cuidado com os outros.
Seu livro mais
famoso é “Estágios da fé: a psicologia do desenvolvimento humano e a busca de
sentido”. Foi Traduzido para o português no início da década de 90. Porém ainda
Hoje sua obra passa despercebida pela maioria dos educadores Cristãos do
Brasil.

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