GRANDES EDUCADORES CRISTÃOS – JONH H. WESTERHOFF III


GRANDES EDUCADORES CRISTÃOS – JONH H. WESTERHOFF III



Westerhoff é um dos nomes mais citados quando se trata do tema educação Cristã Infantil. Inspirado nas obras de Piaget sobre o desenvolvimento e aprendizado Infantil, ele procurou construir uma ponte entre a pedagogia Piagetiana e o ensino da fé Cristã para Crianças. Muitos, porém, não gostam de seus escritos, pois foi um ferrenho opositor a formatação da escola dominical que em sua opinião não acompanhou as mudanças ocorridas no século XX, perdendo a atratividade que tinha antes.    


BIOGRAFIA

Jonh Henry westerhoff III, nascido em 28 de julho de 1933 na cidade de Peterson, Nova Jersey, Foi inicialmente um ministro da United Church of Christ. Mais tarde tornou-se um sacerdote da igreja Episcopal. Podemos ver claramente traços de suas experiências como educador cristão nos seus escritos.
Seus pais foram cristãos nominais, pois ocasionalmente frequentavam a igreja, não demostrando uma vívida Religiosidade. Porém o batizaram com 4 meses de idade na Primeira Igreja Presbiteriana de Peterson. Aos 8 anos, Um pastor pentecostal profetizou para a sua mãe que Deus o havia escolhido para o ministério e ela devia incentiva-lo. Sua mãe não entendeu, ficou chateada e não permitiu que a criança frequentasse a igreja daquele pastor.  Na adolescência seus pais lhe deram liberdade para escolher o que fazer nas manhãs de domingo. Ele então começou a frequentar a Reformed Community em Glen Rock, em Nova Jersey. Onde conheceu o Dr. Vernon Oggel, “seu pai em Cristo” e pastor daquela igreja, que o fez professor da escola dominical.
Em 1955, Westerhoff se graduou em licenciatura em psicologia. Logo em seguida entrou para o bacharelado em divindades pela Harvard Divinity School, que segundo ele mesmo “foram os 3 anos mais significativos da sua vida” (WESTERHOFF, 2000, p. 123). Lá foi influenciado por vários professores cristãos e em especialmente pela teologia de Paul Tillich.
Westerhoff foi convidado a se tornar um ministro do ministério jovem da United Church of Christ, em Needham, Massachusetts. Em 1958, foi ali ordenado Ministro, Recebendo sua primeira congregação em Presque Isle. Mas, após dois anos, voltou para Needham onde se tornou co-pastor de uma igreja de aproximadamente 2000 membros, com cerca da metade composta por crianças e jovens. Ali trabalhou ativamente com o ministério educacional onde desenvolveu uma antipatia contra um mistério excessivamente especializado e não integrado com a vida prática.
Escreveu e co-escreveu cerca de 42 livros e numerosos artigos no Diário de educação religiosa, de 1977 a 1987. Em 1976 Escreveu sua obra mais conhecida “Will Our children Have Faith?”. É partir dela que John Henry Westerhoff III tornou-se referência no entendimento da educação religiosa como uma atividade de socialização, Influenciado por C Ellis Nelson. Em 1978, Ele se tornou sacerdote da igreja Episcopal.



SUA CONTRIBUIÇÃO PARA EDUCAÇÃO CRISTÃ.


Inspirado nas Obras de C. Ellis Nelson, defendeu a educação Cristã como um processo de socialização. Porém, voltou-se para a educação Cristã infantil. Cunhou um termo que se tornou o carro chefe de sua teoria educacional a chamada “Fé-enculturação”. Para ele a transmissão da fé cristã para crianças não é um processo isolado e simplesmente cognitivo como ocorre na maior parte das escolas dominicais. Na sua visão, Para que a transmissão da fé Cristã seja efetiva é necessário um plano de fundo prático e palpável, que é a subcultura e a tradição da igreja local. Por ter uma formação Desenvolvimentista, tendo por base as teorias de Piaget, ele entendeu que o ensino focado na transmissão de conhecimento, como ocorre na EBD, é falho, pois a assimilação da “Informação Bíblica” vai depender do estado de desenvolvimento cognitivo da criança. Assim o culto infantil, no qual as crianças imitam a liturgia do culto dos adultos, tem um poder formador muito maior do que o formato escolar da EBD. Dessa forma ele explica que a educação cristã é similar a um processo de enculturação, na qual a criança vai assimilando a cultura de seu povo à medida que vai imitando e participando dela. Toda a informação que a criança receber deve ser diluída através de elementos da cultura da Igreja local, que ele chamou de: “A comunidade de fé comum”, Inspirado em C. Ellis Nelson. Assim, para ele, as tradições são mais poderosas que as informações desconexas, Sendo a comunidade de fé comum o contexto primordial para os desenvolvimentos dos dons dados por Deus.
Sua posição acerca da educação Cristã de crianças foi reverenciada por uns e odiada por outros. Os que não gostaram foram os defensores da EBD, pois Westerhoff defendeu que escola dominical só faz sentido para pessoas adultas que já tem desenvolvidas suas faculdades cognitivas (lembrando mais uma vez que ele segue a pedagogia desenvolvimentista, que afirma que o aprendizado da criança acompanha o seu desenvolvimento físico). Logo foi acusado de legalismo e colocar as tradições religiosas acima do evangelho. Atualmente, aos 86 anos de idade, afirma que escola Bíblica dominical tem sim um certo valor. Mas defende que a Igreja como um todo, com sua liturgia, suas tradições e sua cultura tem um poder formador muito maior do que um simples departamento, como a EBD, e que ela não pode ser vista ou entendida como um departamento isolado da realidade prática da congregação local, um algo que funciona a parte, como acontece em muitas igrejas evangélicas.
Sua obra mais conhecida é “Will Our children Have Faith?” (Como poderão ter fé nossos filhos?) Obra inédita em português e best seler na literatura religiosa americana. Apesar de ser ministro protestante, sua obra é bastante citada entre os católicos. Os evangélicos mais ortodoxos, porém, têm desprezado seus escritos, apesar de ser o educador Cristão mais citado na contemporaneidade, na área de ensino religioso. Devido seu engajamento político e sua aproximação com a teologia da libertação, foi taxado de Liberal.  Outros o desprezam a importância de seu trabalho na área de educação cristã infantil, devido sua posição radical em relação à EBD.

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