GRANDES EDUCADORES CRISTÃOS - MARIA HARRIS


MARIA HARRIS



MARIA HARRIS (1932-2005) foi uma escritora prolífica, palestrante e defensora da educação religiosa que refletia suas preocupações com a justiça, seus interesses na estética e a centralidade da espiritualidade.



BIOGRAFIA

Maria Harris nasceu em 8 de agosto de 1932 na cidade de Nova York.  um bairro de classe média alta, filha de Mary Tunneye e Edward J. Harris. Seu pai, que trabalhava no New York Times, morreu repentinamente quando Maria tinha apenas oito anos e seu irmão, Thomas, nove. A mãe deles era professora do ensino médio do sistema de escolas públicas de Nova York. Ela os criou sozinha. Maria diz que, embora a perda de seu pai tenha sido uma experiência emocional devastadora que a assombrou em sua vida adulta, ela nunca teve consciência de qualquer falta de cuidados ou bens materiais em sua infância. Formou-se em língua inglesa e lecionou durante vários anos em turma de ensino médio na cidade de Nova York; porém tinham um interesse muito grande pela educação religiosa. Ao concluir seu mestrado em 1967 no Manhattan College, ela começou a estudar no programa conjunto de estudos educacionais e religiosos oferecidos pelo Columbia Teacher's College e pelo Union Theological Seminary. Ela foi premiada com o Ed.D em 1971. Faleceu em 2005, depois de anos lutando contra um câncer.




CONTRIBUIÇÕES PARA EDUCAÇÃO CRISTÃ.


Usando a metáfora do escultor/artista, ela afirmava que a educação cristã se prestava para modelar pessoas, no sentido de forma-las como cristã. Por esse motivo a primeira palavra que define sua teoria de educação cristã é “estética”, em tradução literal, ou “arte”, numa tradução de ideia equivalente. Provavelmente deve ter se inspirado em sua mãe que era musicista e tinha a preço pelas artes. Para ela At 2.42,43 resumia a função pedagógica da igreja local que era desenvolver as habilidades espirituais e devoção dos seus membros. Ela compartilhava das ideias de C. Ellis Nelson e John Westerhoff III e colocava na igreja local a ênfase na sua teoria de educação Cristã. Sua aproximação com John Westerhoff III a levou enfatizar que a educação cristã era mais que um processo puramente intelectual, mas uma ação que envolvia um processo de socialização. Assim a segunda palavra que resume sua contribuição para educação Cristã é “currículo”. Pois currículo para ela tinha a ver com a vida da igreja local, e não era um simples pedaço de papel ou um conjunto de conteúdos ordenados que deveriam ser ensinados na escola dominical. A vida e as experiências da igreja local são quem definem o currículo, pois as vivencias da comunidade de fé são o próprio currículo. O pensar tradicional dizia que o currículo são os conteúdos que devem ser ensinados na igreja, Mas Maria Harris afirma que não. O Currículo não deve ser uma imposição externa a igreja local, como ocorre nas grandes denominações cristãs que definem o que deve ser estudado em todas as suas igrejas locais, assim as igrejas menores apenas acatam e reproduzem. Para ela o currículo tem haver com o quê cada igreja local tem vivenciado no seu dia a dia, pois currículo é vida e não conteúdo organizado e imposto. Seu livro mais conhecido é “FASHION ME A PEOPLE'S CURRICULUM IN THE CHURCH” de 1989, Obra ainda não traduzida para o português.
Junto com C. Ellis Nelson e John H. Westerhoff III, Maria Harris forma a base teórica do movimento contemporâneo da educação Cristã como socialização. Esse movimento procura enfatizar que a educação Cristã é um processo de socialização continua diferente do modelo instrucional, corporificado na EBD, que vê a educação cristã como fornecimento de informação/conhecimento contínuo.


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